sexta-feira, 13 de julho de 2007

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Para quem ainda não leu e eventualmente, porventura, quem sabe, talvez ainda queira ler os últimos textos do outro blog:


NOTA DE DESPEDIDA
http://sideracoes.blogspot.com/2007/07/nota-de-despedida.html

LATE, MAS NÃO MORDE
http://sideracoes.blogspot.com/2007/06/late-mas-no-morde.html

DISTANTES
http://sideracoes.blogspot.com/2007/05/distantes.html

UZOUTROS
http://sideracoes.blogspot.com/2007/05/uzoutros.html

BAM BAM BAM
http://sideracoes.blogspot.com/2007/05/bam-bam-bam.html

Um comentário:

4_75 disse...

No receio de perder sua amizade, eis-me aqui. É mentira, meu caro amigo jornalista-iniciante-sem-um-puto-no-bolso.

Estou achando o senhor meio overdramatic, a um passo da esquizofrenia. Aposto que o seu criado-mudo continua sem falar; mas é você quem insiste em dar voz a ele. Estou certo? Não? Ah, quem importa. O importante (não, o importante não é o que importa) é que seu malcriado-falante está assumindo um belo papel de vigia social.

Durante a leitura não consegui deixar de notar sua angústia oitentista; claro, por causa da música. Você não conhece, apesar de eu já ter citado 273 vezes (ou foram 274?), o maravilhoso grupo espanhol Mecano, da década de 80 (vida produtiva: 1981-1992). Pois é, seu texto se parece em muito várias das canções "mecanianas", em particular uma, chamada "Perdido en mi habitación" (tradução: "Perdido em meu quarto" - embora eu mesmo não seja a favor de traduções de músicas, mas isso é outra história.)

Na música, o personagem se sente perdido no próprio quarto, entre paredes, revistas, televisão. O que lhe resta? O álcool, obviamente. A única incerteza é se o álcool é a causa ou o resultado das suas "alucinações conversacionais". A música é semanticamente carregada pelo seu contexto de produção. No caso, a Espanha havia acabado de se libertar do franquismo, e a banda fez parte do movimento cultural que procurava alternativas para os jovens "perdidos" que entravam num novo mundo. Só para constar, o movimento foi chamado de "La movida madrileña", que contava, entre outros, com o então iniciante Pedro Almodóvar.

Voltando ao ponto, seu texto retrata a mesma coisa, só que em diferentes épocas. Nós, recém-formados, nesse mundo hostil de personalidades multifacetadas, em que nossos "eus" são constantemente vigiados pelo olhar do outro, apesar de nós mesmos permitirmos e lhe darmos voz. Tudo para o nosso bem-estar.