terça-feira, 16 de setembro de 2008

Samba desmusicado

Não sei de mais amor
Amor demais, não sei
Se bem me quer
Se tanto faz
Pois tanto foi
Pois se o que é
Se já não foi
Me chama aqui, me diz um oi

Cuíca na sala da dinda sumiu
Ai, ai, meu samba ninguém viu

Batuque na casa do bamba morreu
Lugar-comum é santo meu

Lugar-comum é santo meu

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

De mãos dadas

Tocou a janela, dentro e só, como se pudesse sentir seu rosto e, mais do que isso, como se pudesse lhe pedir pra ficar um tantinho mais. Do outro lado dos ares, tão pequeno, olhou para baixo como se conseguisse enxergá-la sorrindo seu riso mais amoroso. Ambos lacrimejaram – em complexa harmonia entre felicidade e tristeza nos rostos de cada um.

No caminhar mesmo distante, seguiam de mãos dadas sem que precisassem sequer esticar os braços. Voltariam, afinal, àquele mesmo lugar.