segunda-feira, 6 de outubro de 2008

À demain

Chora não, amor
Pois se é de vento que se faz destino
Quem sabe noutro sopro
Nosso encontro seja bom

Perdoa e só
Se te fiz crer que nossa vida era pra sempre
Mas o pra sempre
Até amanhã
É nunca mais

Pensa bem
Nossa vaidade já chegou ao fim
Mas este fim
Até amanhã
É só o começo
Do quê, eu não sei

Quem sabe, então, me diz
Foi Deus quem me enganou
Ou só fui eu que me entreguei?

Perdoa, tive de remar bastante
E nalgum mar distante
Sem riso ou maldade
Ancorar a dor
Neste velho porto
Chamado saudade

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