sábado, 28 de março de 2009

A caixinha

O menor livro do mundo, quatro pétalas de rosa e uma carta de amor. Era disso que se compunha a caixinha. O primeiro, embora pequenino, guardava consigo a revolução. As flores, embora já secas, rememoravam o primeiro dia depois das mãos desprendidas (e a quantidade, os anos das mãos sempre unidas). O escrito, ainda que de improviso, saíra na cadência perfeita entre palavras muito bem escolhidas e vírgulas que sabiam pausar o recado a cada vez que ele tinha de derramar uma lágrima.

O cuidado era tanto que a caixinha bem sabia ser simples. Ela sabia, afinal, que, não de agora, toda a beleza repousava na simplicidade. Fosse nas antigas lições de Ernesto, no aroma perdido das rosas vermelhas ou na poesia cotidiana escrita a suaves mãos, reconhecia a leveza da felicidade.

Era uma caixinha que, de tão pequena, cabia no coração mais apertado.

domingo, 8 de março de 2009

Perfeição

Sob o manto mais certo, diante do bando de loucos mais certo. Na hora e no local mais certos, contra o adversário mais certo.

Repleta de bem e de mal, a história se resume na superação. E que superação!

O Corinthians empatou. Ronaldo, mais uma vez, venceu.