terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Então é amor

Quantos dias passamos distantes? Quantas ideias errantes? Quantas promessas colocamos em risco? Quantos aniversários a sós? Quantas vezes choramos calados e quantas choramos juntos? Quantos beijos alheios invejamos e de quantos carinhos quantas vezes sentimos falta? Quantas vezes ouvimos que, distantes, não ia dar certo – e quantas, agora juntos, continuaremos a ouvir? Quantos espinhos trocados, perto de quantas rosas? Quantos olhares pesaram sobre nossa aliança? De quantos venenos provamos acreditando que a felicidade independia da união? Quantas risadas e mundos não-compartilhados? Quanto cinza sobre o colorido?

De quantas bobagens fizemos o fim do mundo? Mas de quantos sonhos também desenhamos o nosso futuro?

O mar, que por tanto tempo atravessou nossas mãos dadas, trouxe problemas e poemas. Os primeiros ele levou embora, para um lugar sem vida, um continente qualquer – ou quem sabe se não secaram na areia duma baía distante. E se os últimos ficaram, então, se ficaram só os poemas, então é amor.

5 comentários:

Mr. Lemos disse...

Eu tb tô morrendo de achar bom que ela tá aqui, amigo! Já vou procurar uma igreja irlandesa (ou um pub) para o devido matrimônio...

Suzina disse...

Ah!!! Eu tava com saudade dos seus textos poeticos!!!

xande disse...

Confesso que não vejo alguém definir o amor com tanta precisão desde inícios dos anos 90, quando o poeta - não bardo, mas brasileiro - Zezé di Camargo demonstrou tamanho teor poético-romântico em uma canção.

Abraços desdedados.

Mineiro disse...

Posso descrever esse texto em 2 palavas..."Muito Bom"...Ta poeta em fiote....
Essa nova casa ta te fazendo bem...
Abracos

Thamires disse...

Ouvi do seu primo e xará/chará sem H orgulhosos elogios a respeito do seu talento para escrever... Devo dizer q ele tem otimos motivos, pelo pouco q li d vc, para afirmar sem medo q vc "escreve muuito" (palavras dle)
mesmo q so de ouvir dizer foi um prazer "conhce-lo".