terça-feira, 8 de março de 2011

Presente, passado

O telefone ou a flor?

Ela hesitou. Não soube dizer o que perdera o encanto, se ele ou apenas a própria imaginação. Aprendera a gostar de outras coisas, outras canções, de emoções mais perenes que um botão surrado de rosa.

Mentia a si mesma ao negar o sentido de pétalas frescas, pelejava sem leste e oeste ante uma história à procura de fim. Quem fora, quem era agora, que sentimento jazia no meio do mar? Que beijo doce sobrevivera no meio do sal?

Não era só um presente. Era presente, passado e a pergunta a retumbar sobre seus devaneios líricos e sobre seus pés no chão: o telefone ou a flor?

2 comentários:

Mr. Lemos disse...

[APLAUSOS]

Mr. Lemos disse...

Aliás, malandro, enquanto aplaudo seu talento, me pergunto: o que será do Dublin ao Vivo? Continua pra contar histórias passadas? Acaba pra dar espaço a uma nova história? Se termina, que tal ter um digno último capítulo? Faço a cobrança publicamente, pra que o senhor crie vergonha... hehe
abraco