quarta-feira, 23 de março de 2011

Segundo

Sonhei, é, sonhei que te beijava de novo. Quando eu jamais esperava por isso, me provocaste, me abraçaste e depois percorreste os teus lábios nos meus. Que delícia reviver o teu cheiro, o teu gosto, passear as mãos sobre teus cabelos dourados.

Tudo, pena, não durou mais que um segundo. Acordei contrariado e sorumbático. Percebi, afinal, que é isso que sou para ti: quando muito, mero segundo.

2 comentários:

Mariela Mei disse...

Tantos amores dentro de um segundo...

Mr. Lemos disse...

Muito bom, malandro. Gostei, especialmente, do emprego da palavra sorumbático... não é todo dia que se lê tal coisa...
abração