O saguão desse terminal para sempre vai me lembrar aquele dia. Quando estive de passagem querendo voltar. Quando precisei ser apenas eu mesmo para ser outra pessoa.
A cidade se desenhou à janela do carro amarelo, o contorno das maravilhas sublinhou a inquietude e o desejo de se sentir um homem de lugar nenhum. Os olhos se voltaram ao livro de bolso, a loucura sorriu. Busquei intensamente vivê-la, tal qual Erasmo de Rotterdam ou o bom amigo Pataca.
Tão cego quanto sempre desejei, parti.
Voltei.
Voltei.
Passamos, o tempo e eu. Tão pouco depois, caminho de novo pelo saguão à espera do meu lugar no mundo.
Somente o próximo, jamais o definitivo.
Somente o próximo, jamais o definitivo.

2 comentários:
Sensacional, parceiro!! Não sei qual será o próximo, mas um dos seus lugares no mundo sem dúvidas é ao meu lado, num bar bem simples.
Abraco!!
Adorei, Thiago!! Poesia pura...
Ah, e antes de partir, passe por aqui, garoto!
Beijos
Postar um comentário