sábado, 12 de novembro de 2011

novo rio

O saguão desse terminal para sempre vai me lembrar aquele dia. Quando estive de passagem querendo voltar. Quando precisei ser apenas eu mesmo para ser outra pessoa.

A cidade se desenhou à janela do carro amarelo, o contorno das maravilhas sublinhou a inquietude e o desejo de se sentir um homem de lugar nenhum. Os olhos se voltaram ao livro de bolso, a loucura sorriu. Busquei intensamente vivê-la, tal qual Erasmo de Rotterdam ou o bom amigo Pataca.

Tão cego quanto sempre desejei, parti.

Voltei. 

Passamos, o tempo e eu. Tão pouco depois, caminho de novo pelo saguão à espera do meu lugar no mundo.

Somente o próximo, jamais o definitivo.









2 comentários:

Mr. Lemos disse...

Sensacional, parceiro!! Não sei qual será o próximo, mas um dos seus lugares no mundo sem dúvidas é ao meu lado, num bar bem simples.
Abraco!!

Mariela B Mei disse...

Adorei, Thiago!! Poesia pura...
Ah, e antes de partir, passe por aqui, garoto!
Beijos