Em vão, como os poemas e as promessas. Em vão como sonhos, surpresas, silêncio e solidão. Como as agruras e as pelejas, em vão como os santos de bronze e o filho pregado na cruz.
Em vão como o seu mural sem retratos, de estrelas vazadas a iluminar o nosso vazio. Como o seu nome gravado na minha mão. Como os nossos destinos todos espremidos na mala que não desfiz.
Em vão como o sim e o não. Como o dó e a dor. A eternidade, afinal, é um delírio fugaz. E a verdade? A maior das mentiras.
Simplesmente em vão, como vêm e vão os homens e seus amores...
Feito barcos de papel.

1 comentários:
Vai pra PQP, malandro! Entrei achando que era outro post atrasado... Porra! Sensacional!! Tá no top 10. E isso, no seu hall, quer dizer muito. Valeu, parceiro!
Abração
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