domingo, 15 de janeiro de 2012

todo passo

Seu rosto debaixo de cada véu, seu corpo escondido detrás da cidade velha. Sete sem ti. Dois olhos passeiam por uma casa que não é minha, confusos e vagarosos. Errantes, melancólicos. 

Surpreende-me reviver sozinho o nosso beijo às escondidas. Somente o mar em comum, mas águas distintas, distantes. Sete sem ti. A muralha e os labirintos, a chuva que não vem do céu. Sua poesia marginal num verso apenas, numa palavra que não se repete porque já passou. Pretérito. Perfeito.

Sete sem ti. E mesmo sem estar à vista, és dona de todo passo meu. 

E todo beijo. 


2 comentários:

Mr. Lemos disse...

Caralho, irmão! Muito bom! Só sete e já faz essa diferença toda. Ainda bem que os meses vão passar feito segundos... Logo mais chego aí pra ajudar seu fígado!! Abracao

Mr. Milazzo disse...

Boa, garoto!