sábado, 9 de junho de 2012

zarpão


Dias atrás você disse que tem saudades de nós e daqueles tempos que não voltam mais. Quantos meses ficamos sem nos ver? Quantos anos, às vezes? Pouco importa. Aqueles tempos não voltam mais simplesmente porque não se foram. Nossa infância é atemporal - e de alguma forma estaremos sempre jogando bola na praça, trepando nos galhos da magnólia amarela e atravessando madrugadas a conversar sobre a vida.

Chacoteamos, lembra, quando você propôs que marcássemos um dia no ano para a reunião dos amigos. Deixaríamos o trabalho e a rotina para compartilhar as novidades e celebrar as histórias de sempre. Um feriado, um final de semana, uma data qualquer. Àquela altura, só você percebia que nossas vidas teriam rumos distintos, distantes. E hoje, ao ser o primeiro de nós a se casar, você nos dá a chance de nos reunirmos e de compreendermos o que você quis dizer há tantos anos.

Por essas e outras, muitas outras, você é e sempre foi o nosso precursor. Só o futuro distante vai dizer se é um homem à frente do seu tempo, mas importante é que o  passado já mostrou que sempre foi um menino à frente dos seus amigos.  Privilégio nosso. E neste momento que se propõe a festejar o amor, festejamos sua amizade buscando quaisquer palavras que, em vão, definam a sua grandeza.

O Zarpão? Dono de si, dono do mundo.

Mas a despeito de qualquer distância e do tempo que não consegue levar embora a nossa cumplicidade, esteja sempre conosco. Porque nós estaremos sempre contigo -- seja em Rio Claro, nas ruas da nossa infância, seja nas músicas da Legião Urbana, seja no Marrocos -- onde agora há quem te dê um abraço do tamanho do seu coração.

Seja muito feliz.
Com amor e admiração eternos
(como eternos somos uns para os outros).

Seus amigos