domingo, 29 de setembro de 2013

palavras dela



Domingo prosaico, cinzento. 
Embriagado, tomou o café da manhã antes de se deitar. Dormiu pouco, não almoçou. Esperou pelo ônibus debaixo da chuva rala e foi trabalhar pensando em voltar pra casa.

Tentou escrever bonito, não conseguiu. Rabiscou a última frase e repassou o texto baixinho, apenas para si mesmo. Conformado, subiu o zíper do agasalho e foi embora sem dizer tchau. Quando se viu no meio da rua vazia, sem trânsito ou sinal vermelho, contrariou a liberdade pela qual havia esperado nas últimas horas. Pensou nas frases e imagens repetidas da tevê, desistiu da monotonia do lar. Àquela altura era mais importante reencontrar as rimas. 

Entre uma livraria e outra, porém, romance qualquer. Percebeu que as palavras que ele buscava não estavam impressas ou suspensas na prateleira. 

Tudo o que importava naquele resto de noite era uma única linha. Bastava que ela escrevesse pra dizer que chegou bem, obrigada, ainda havia bastante gente na rua. Bastava que ela já estivesse em casa e pudesse dormir com a tranquilidade de quase sempre.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

louca de pedra

(escrito e publicado em 13/09/13)

Este é um relato pessoal e ingênuo, mas inesquecível. Mesmo que aos 28 anos, eu ainda não estava preparado o suficiente.

Minha primeira vez foi no último sábado. Eu não a conhecia, só ouvira falar, mas depois soube que ela estava à minha espreita há muito tempo. Alguns anos, quem sabe. E aí tudo começou assim, quando ela me cutucou sem qualquer pudor ... Ignorei, mas ela insistiu. Desconfiei, preferi seguir meu caminho; já havia outros planos para aquela noite. Ela não aceitou, me obrigou a ficarmos a sós e interrompeu toda minha agenda no final de semana. Queria que meus raros dias de folga fossem dela e de mais ninguém. Resolvi assumi-la. Diante do meu rosto indefeso, todo mundo perguntava: É a primeira vez? E eu, aflito, não conseguia esconder.

Claro, fiquei muito nervoso. Me lembrei dos conselhos de quem já vivera a situação: seria preciso manter a calma para que tudo corresse bem. Alguns me disseram que eu deixasse tudo fluir naturalmente -- isso evitaria que ela me incomodasse a todo tempo depois... logo perceberia que não serve para mim e iria embora em poucos dias. Outros me garantiram que seria preciso uma atitude enérgica, mais agressiva... Não. Eu não queria parti-la em pedaços e conviver depois com os fragmentos de uma lembrança dolorosa que pode voltar a qualquer momento.

Quando percebi, já estava na cama. Transpirava. Gemia. Contorcia-me em busca da melhor posição. Sem dor, por favor... Sem dor! Pequenina, pulsante, senhora da situação... Ela passeou pelo meu íntimo sem que eu pudesse doma-la. Conheceu uma parte de mim que eu mesmo não conhecia...

Relutei. Quando percebi, estava anestesiado. Ela me controlava, ditava todos os meus movimentos -- e eu, menino medroso e inseguro, cedia. Acordei horas depois, ainda sob o efeito de drogas, e fiquei aliviado ao imaginar que ela já havia desistido de tudo.

Errei. Ela ainda me levou pra cama por dias e noites seguidas. Suspiros, súplicas... Sangue, selvageria sem nenhum amor.

Quando cansou de me machucar, foi embora com altivez e dignidade... pela porta da frente.

De lembrança, me deixou a dor e o trauma de uma primeira vez simplesmente terrível.

Maldita pedra no rim.

visto americano

(escrito e publicado em 7/08/13)

Essa foi agora há pouco, durante o processo de solicitação do visto americano. Dois ônibus e alguma correria depois, chega a minha vez de ser atendido... descubro que está faltando o comprovante de agendamento. Na tela do esmartefone, claro, não pode. Tem de ser algo palpável, que traga a sensação de indispensável documento. Tipo no papel. À beira da calçada, três passos dali, está o oportunista disfarçado de salva-vidas:

- Foto, amigô? Scanner? Impressão?!
- Preciso imprimir um e-mail.
- Aqui do lado, ó... no 288. Um minutinho e o menino faz isso pra você!
- Valeu!

(...)

- Opa, tudo bem? Só preciso imprimir um e-mail.
- A confirmação do agendamento?
- Essa!
- Pra já, amigô! Vinte reais.
- Hã?
- Vinte.
- Vinte reais?
- Isso.
- VINTE? V... VINTE REAIS? UMA FOLHA?
- Isso.
- São três linhas de e-mail, amigô. Preto e branco.
- Vinte reais.
- Mas... como assim?! Isso não existe!
- O dono é que põe o preço, amigô, a gente só obedece.
- Existe algum lugar aqui perto que não pratique a extorsão a céu aberto?
- O mais próximo fica a um quilômetro e meio.
- Obrigado.
- Se tá marcado pras duas e meia, não vai dar tempo.
- Posso perder a entrevista, mas não perco meus vinte reais contigo.

Corri. Atravessei um parque passando por cima dos velhinhos e dos cachorros. Estrepei o joelho. A primeira coisa que vi depois das árvores foi uma escola de informática. Suado e ofegante, implorei:

- Moça, preciso de um baita favor...
- Sim?
- Imprimir um e-mail. Só uma folha, prometo.
- Desculpa. Não somos uma lan house, somos uma escola de informática.
- Eu sei, eu sei... Mas, moça, não tô te pedindo um serviço. É só um favor!
- Infelizmente n...

Da mesa da sala ao lado, o diretor pede que a secretária imprima a folha. Só uma folha, aquela que vai me garantir a entrada nos Estados Unidos da América. Por favor. Por um simples favor. Ele sugere, brincando, que eu indique dez amigos à escola. Manifesto meu alívio num sorriso genuinamente grato. É tudo o que posso pagar naquele momento.

De novo, corri. Atravessei o parque passando por cima dos velhinhos e dos cachorros. Estrepei o joelho. Deu tudo certo, por fim. Pude retomar a frequência cardíaca adequada e a normalidade no ritmo dos passos.

Voltei pra casa dividido entre o alento e o absurdo. O que leva um canalha a cobrar VINTE REAIS pela impressão de UMA FOLHA? Amargurado, desejei que ele passe fome na vida se depender desse tipo de negócio. Melhor pensar no respingo de humanidade e gentileza que encontrei depois.

Não perguntei o nome do jovem diretor. Confesso, tampouco me lembro o nome da escola. No entanto, não esquecerei jamais da lição que aprendi ali dentro: certos favores não custam nada, mas podem valer demais. 

sábado, 10 de agosto de 2013

meu querido, meu velho, meu amigo

Pai,

Não temos do que reclamar: a distância que hoje nos separa é a mesma que um dia nos aproximou. Depois que eu fui embora de casa, dez anos atrás, ficamos muito mais "pai e filho". Reconheci todo o seu valor ao custo de muitas saudades, mesmo que em momento algum você tenha faltado comigo. 

A distância que hoje nos separa é o preço do bem mais valioso que você já me permitiu: a liberdade. De tudo o que me proporcionou até aqui (e não foi pouco), nada é mais importante que ela. Escolhi minha profissão, minha faculdade, meus lugares no mundo de quando em quando. Não importa se perto de casa ou do outro lado do mar, você deixou que eu procurasse pelo meu destino e abençoou todas as minhas partidas; confiou nas minhas decisões juvenis com a serenidade de quem percebe o dever cumprido. 

Antes que eu pudesse discernir, ainda criança, as minhas preferências, você me pegou pela mão. Cultivou em mim o hábito de ler jornal todos os dias (começamos pelo caderno de esportes!). Depois, me levou ao estádio de futebol pela primeira vez... assistimos ao nosso Rio Claro na última divisão; me levou também ao ginásio de basquete...  comemoramos o nosso Rio Claro tantas vezes campeão! Você me acordou cedo aos domingos para vibrarmos juntos com o Ayrton Senna... e mais tarde me colocou pra dormir depois da última mesa redonda. 

Mas, quando eu era pequeno, o meu herói era o Batman. Hoje, Crespão, é você. Hoje, sempre foi você. Porque não fraquejou nos momentos difíceis. Porque no saudável desejo de buscar sempre mais, soube se reinventar aos sessenta e realizar uma porção de sonhos que estavam cheios de pó. Sua alegria de menino ao me trazer as novidades no dia a dia me inspiram, no mínimo, a lhe retribuir boas notícias. 

Pai, espero que o seu domingo seja especial sem que você precise fugir da sua simplicidade. Basta que o nosso time vença e você acompanhe os gols com o seu radinho de pilhas colado no ouvido; basta que você consiga cochilar no sofá com saúde e a tranquilidade de quem, pelo menos hoje, não tem compromisso algum. Se passar pelo violão, não se esqueça de dedilhar aquela música do Roberto que você me ensinou ("Já nem sei dizer se sou feliz ou não...").

Se você esquecer o resto da letra, como sempre, tudo bem... Basta que saiba dizer que sim, você é feliz. 

Eu te amo. 


domingo, 12 de maio de 2013

a minha melhor do mundo


Você já se acostumou com o meu discurso pronto a respeito do Dias das Mães. Serve para que os comerciantes vendam mais bolsas, mais flores, mais perfumes e telefones inteligentes. Serve para que os jornais tenham matérias alegres no meio de tanto sangue e tristeza. Para que o sistema se reproduza e para que muitos hipócritas celebrem a falsa união. Nos tempos modernos, serve para que todo mundo manifeste seu amor incondicional nas redes sociais -- ainda que boa parte de suas progenitoras sequer saiba quem é o tal facebook. 

Dizem que sou chato, rabugento, insensível. Mas... A dor no peito dos últimos meses me ensinou que a opção mais serena é tentar ser alguém melhor (o que quer que seja isso). Percebi, então, que se você por  acaso não estivesse mais entre nós, eu certamente ia chorar muito a sua ausência no Dias das Mães. 

Você também já se acostumou com a nossa distância e a frequente impossibilidade de almoçarmos juntos nesses domingos. Talvez seja por isso mesmo que você deixa a novela, a comida no fogo e o que mais precisar quando sabe que vai me ver na tevê. Mesmo que sejam só uns segundos durante uma transmissão, aquele é o nosso encontro que eu não posso te proporcionar pessoalmente. Mesmo que você nunca tenha se interessado por um programa esportivo, hoje você não deixa de acompanhar o Lino, o Bruno, a Aurora e o Rizek à espera de que eles chamem meu nome. Gosto quando apareço por ali e, claro, não é por vaidade alguma. É apenas para que você me veja e saiba que eu estou bem. Acho até que às vezes você nem ouve tudo o que eu disse na reportagem... mas você curte, comenta, compartilha.

Também gosto de te ligar quase todos os dias, mesmo quando não tenho nada de interessante a dizer. Sei que você espera por isso e está aflita para me perguntar: "hoje tem matéria?". Quando eu ainda sonhava em ser astronauta ou lixeiro, você foi a primeira a dizer que eu seria jornalista. Eu queria sair do planeta ou passear pelas ruas da cidade inteira, mas você soube enxergar que meu plano mesmo era o meio do caminho... e hoje eu estou aqui, pretensiosamente querendo ganhar o mundo. Vivendo na cidade do seu coração. 

Ninguém sofreu mais do que você com as minhas partidas. Ainda assim, jamais me pediu que eu ficasse. Não sei quantas vezes isso vai acontecer de novo, mas tenho certeza que em todas elas você vai me levar chorando até o portão de embarque e depois vai contar os dias para me buscar sorrindo e me levar de volta pra casa. Só que, mãe, nossa casa é apenas o meu refúgio passageiro. Sequer posso desfazer as malas.


Eu tenho saudades da minha infância mais remota, quando você cantava Roberto Carlos para eu conseguir dormir. Ainda hoje é impossível ouvir "O Calhambeque" e não ouvir sua voz risonha naquele trecho do bi bidum bidubidum bidubi...  . Tenho saudades de tantos e infinitos detalhes de nós dois, pequenos ou não. De abrir o portão quando você voltava da escola, de dormir tarde pra te fazer mais companhia. Sua comida, seus defeitos, sua prontidão em me agradar de qualquer maneira. Sinto falta, principalmente, dos momentos sublimes e prosaicos que hoje podemos viver tão pouco.  

Dizem que sou a sua cara, mas acho que sou mesmo o seu coração. Dentro da nossa história, você vai sempre ser a protagonista - e no difícil papel de ser minha mãe, você é simplesmente a minha pessoa mais amada do mundo. 

Feliz Dias das Mães. 

segunda-feira, 6 de maio de 2013

nanananá


Sábado, quatro do cinco, recebi uma das ligações mais bonitas dos últimos quase vinte e oito anos. O identificador de chamadas reconheceu o amigo Guido Nunes do outro lado da linha, mas ele não disse uma palavra sequer. Ele estava em Belo Horizonte e eu, distante, em Ribeirão Preto. Ambos a trabalho, cada qual curtindo o seu merecido momento de descanso: enquanto eu bebia uns copos daquele chope clichê e obrigatório, ele assistia ao Paul Mccartney ao vivo no Mineirão.

Quase não foi, é verdade, mas recobrou a sabedoria a tempo... e colocou a emoção alguns degraus acima da razão. Pressupus a intensidade do momento antes mesmo de atende-lo. E quando finalmente o fiz, pude ouvir apenas o "nanananá" mais famoso e mais singelo do mundo. Definir com exatidão o meu sentimento é deixar de lado palavras necessariamente poéticas: foi foda pra caralho!

Naqueles breves instantes, me lembrei da primeira vez em que "encontrei" Paul Mccartney. Me lembrei de Dublin, do choro incontido do começou ao fim. Dos amigos que estavam comigo, das músicas que não consegui cantar e dos poucos metros que me separavam de um Beatle. Me lembrei, então, da segunda vez... e me lembrei do amor, das fotos, das impressões na volta pra casa. Me lembrei do texto que até hoje não escrevi e da sensação de que Paul, depois daquele dia, era como um velho chapa.

Enquanto ouvia o coro e o piano ao fundo, me lembrei dos amigos com quem jamais cumpri o sonho em comum. Eles, mais uma vez, estavam ali na frente cantando (e nalgum segundo, juro, pude ouvir apenas os três); eu, de novo, estava noutro lugar do planeta. Noutro lugar do plantão. Me lembrei dos ingressos perdidos, das histórias que não pude viver ou compartilhar. Só não me lembrei da primeira vez que ouvi Hey Jude porque tenho comigo a ideia de que essa é daquelas músicas que a gente já nasce sabendo, cantando... na-na-na-nanananá.

Viajei feito um louco de pedras e voltei o olhar ao nome do Guido estampado no telefone. Pensei, com satisfação imensurável, que ele estava diante de alguém que fez exatamente o que a gente ainda quer tanto fazer: aquele cara deixou o mundo muito melhor.

E o Guido, naquele par de minutos, conseguiu o mesmo sem que fosse preciso dizer coisa alguma.


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

dez a zero


Amigos corintianos, amigas solteiras, 

Diziam que ele não tem "a cara" do Corinthians. Diziam. Mas qual é "a cara" do Corinthians de hoje senão o sorriso e a vitória? Senão a estrela? 

Diziam, aliás, que ele é "estrelinha". Antes do início do jogo, foi o protagonista em pleno banco de reservas.  Atendeu a todos com a timidez de quem ainda está se acostumando a voltar pra casa. No intervalo,  procurei por ele para perguntar sobre as reações, a ansiedade, o estranho hábito de amarrar e desamarrar as chuteiras a todo minuto. Mas ele se esquivou, exatamente por não ser "estrelinha"... Depois de três gols e tantos nomes em evidência no primeiro tempo, não seria justo aceitar os holofotes sobre si mesmo.

Diziam também que, depois de tantas lesões, ele estava morto. Diziam. Para as mulheres, é o rosto de menino prodígio... Para os homens, é o número estampado sobre suas costas: ele tem sete vidas. 

Deixemos que digam. Digamos que deixa estar... A beleza de Alexandre Pato está na genuína alegria de quem vive, tão cedo, os primeiros passos do recomeço.



domingo, 3 de fevereiro de 2013

sinceras saudades



"Oh for a life of sensations rather than thoughts.”
(John  Keats)


Amigos,

Assim que cheguei ao terminal e ouvi os alto-falantes anunciando o sem-número de chegadas e partidas, recobrei a indescritível sensação de estar lhes visitando de novo. À medida que o homem pronunciava seu inglês polido e sem vícios, ecoando sobre o vai-vem de passageiros de todos os cantos, pensei no quanto os próximos dias seriam pequenos demais para dividirmos  tudo o que vivemos desde a última vez. 

Sentir frio em janeiro, observar tantos rostos distintos num só vagão, passear por tantos caminhos sem ser notado. Onde mais senão margeados pela serenidade do Tâmisa? E a despeito de carregar apenas a mochila nas costas, nalgum momento de introspecção e delírio presumi que poderia ficar para sempre. Revivi, apoiado sobre qualquer pilar do saguão, minhas memórias embaçadas daquele junho de aniversário... O bolo-surpresa, o riso fácil, os omeletes de quinze ovos, a torcida em silêncio no meio da madrugada. As garrafas em volta do meu travesseiro. O churrasco improvisado debaixo da chuva rala. A varanda larga diante do céu cinzento. Fotografias vivas, irrequietas. 

Antes de pegar o próximo trem, preferi ouvir um pouco mais do inglês que norteava milhares de passos e relembrava minuto a minuto que é proibido fumar dentro daquela estação. Hesitei, talvez vocês sequer estivessem em casa àquela hora do dia. Pretexto perfeito para comprar os eme-emes das meninas e depois buscar umas cervejas artesanais no Borough Market. Ideal seria mesmo chegar mais tarde, quando fosse a hora do jogo e o rapaz do quarto ao lado já estivesse a trabalhar. 

As palavras do alto-falante me surpreendiam e inebriavam feito versos de Keats. Eu estava de volta, enfim, e nem eu próprio fora avisado. Escolhi ir ao balcão de informações, menos por não saber onde eu estava e mais pelo prazer de vaguear pelo sotaque britânico. Perguntei pelo jeito mais demorado de alcançar as artérias de Old Kent Road, mas a rapariga não entendeu. Repeti, insinuante, que não tinha pressa alguma -- o inglês ensaiado dos tempos de escola, a fluência malemolente das tardes na O'Connell Street. A pobre criatura me olhava cheia de pavor, eu falava grego, eu falava a língua do belzebu, até que ela puxou pelo braço o infeliz ao lado. Me fez repetir, em mímicas, e o bastardo arrastou um par de palavras: 

- Jabaquara Station! Ali, Jabaquara Station!!

O inglês a ressoar do alto-falante desordenou meu destino. Passagem febril, amigos, mentira, preparativos para a merda da Copa do Mundo. Tietê, São Paulo, Jabaquara Station. Senti sinceras saudades de vocês... mas o reencontro, ainda que turvo, foi inesquecível.